BISPOS CHINESES CONVIDADOS POR BENTO XVI NÃO VIRÃO
A ROMA PARA O SÍNODO
Cidade do Vaticano, 1º out (RV) - A notícia
de que os bispos chineses, convidados por Bento XVI não
poderão vir a Roma, para o Sínodo dos Bispos,
trouxe muita tristeza ao Vaticano.
A
Secretaria de Estado preparava, há mais de um ano,
a vinda dos bispos chineses, para participar do Sínodo.
Diversos contatos haviam sido feitos com a Embaixada de Pequim
em Roma e havia alguns acenos positivos em relação
à viagem.
Uma
personalidade vaticana revelou à agência de notícias
AsiaNews que "Roma tinha uma pequena esperança,
ao menos 50%, de que a resposta fosse positiva". Mas
até o momento, nenhum dos bispos recebeu permissão
para viajar.
Analistas
das relações entre a China e a Santa Sé
afirmam que somente a pressão internacional pode fazer
com que o governo chinês mude de opinião: "É
o único diálogo que eles conhecem e a que são
sensíveis. Sem pressão, não aceitam nunca"
_ declararam. Além disso, os observadores destacam
que, não permitindo que os bispos venham a Roma, a
China dá ao mundo a imagem de um país fechado
e obscurantista, mesmo que, nos últimos tempos, tenha
dado sinais positivos de uma distensão no confronto
com a Igreja.
Por
outro lado, alguns bispos chineses vêem resultados positivos
em todos esses acontecimentos. Segundo afirmam, o convite
feito por Bento XVI aos bispos oficiais e não-oficiais,
reforçou o senso de unidade da Igreja Católica
na China e está fazendo crescer a colaboração
entre as comunidades. A Igreja Católica na China divide-se
em "clandestina" (não aceita e até
mesmo perseguida pelo governo, porque fiel a Roma e ao Papa)
e "oficial" (Associação Católica
Patriótica, cuja hierarquia é nomeada pelo PCChinês).
(JE)